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Exames de sangue Função hepática GGT

Gama-GT (GGT)

Resumo rápido: A gama-GT, ou GGT, é uma enzima ligada ao fígado e às vias biliares, sensível ao consumo de álcool mas também a gordura no fígado, obstrução biliar e uso de vários medicamentos comuns. É por isso que ela sobe até em quem não bebe.

Material
Sangue venoso
Jejum
Em geral não exige
Última revisão

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U/L
0 400 U/L

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Valor compatível com a faixa usada pela maioria dos laboratórios. A GGT é uma das enzimas com maior variação entre métodos e entre pessoas saudáveis, então o limite superior muda bastante de um laboratório para outro. Estar dentro da faixa não quer dizer que o resultado seja adequado para toda situação: idade, sintomas, histórico e outros exames também entram na leitura.

O que é

A gama-glutamil transferase, ou GGT, é uma enzima presente nas células que revestem os ductos biliares do fígado, além de aparecer em menor quantidade nos rins e no pâncreas. Ela participa do transporte de aminoácidos e do metabolismo de substâncias que o fígado processa e elimina.

A GGT é conhecida por subir com o consumo de álcool, mas essa é apenas uma das causas. Ela também é a enzima que mais reage a gordura acumulada no fígado, a obstrução das vias biliares e à indução por um número grande de medicamentos de uso comum, como anticonvulsivantes e alguns antidepressivos.

Por isso um resultado alto de GGT em quem não bebe álcool não é incomum. A investigação da causa depende do contexto: peso, medicações em uso, outros exames hepáticos e sintomas associados.

Para que serve

Confirmar a origem hepática de outra enzima alterada

Quando a fosfatase alcalina está alta, a GGT ajuda a confirmar se a origem é do fígado ou de outro tecido, como o osso.

Rastrear obstrução das vias biliares

É uma das enzimas que mais sobem em quadros de obstrução biliar, como cálculos no colédoco ou compressão das vias biliares.

Avaliar consumo de álcool

É sensível ao consumo regular de álcool e costuma ser usada, junto com outros dados clínicos, no acompanhamento de quem está reduzindo ou parando de beber.

Detectar indução enzimática por medicamentos

Sobe com o uso de vários medicamentos comuns, o que a torna útil para monitorar quem usa essas medicações a longo prazo.

Como é feito e preparo

Coleta

Uma amostra de sangue venoso, geralmente do braço, com a mesma técnica de qualquer coleta de rotina.

Preparo

Não exige jejum específico. Evite consumo de álcool nos dias anteriores à coleta, porque isso altera o resultado de forma significativa.

Metodologia habitual: Método cinético enzimático (UV), padronizado pela IFCC.

Valores de referência

0 400 U/L
  • Adequado
  • Limítrofe
  • Alto

Deslize a tabela para o lado

Perfil Faixa habitual
Homens adultos cerca de 8 a 61 U/L
Mulheres adultas cerca de 5 a 36 U/L
Recém-nascidos e lactentes Cai gradualmente até os valores de referência adulta ao longo da infância fisiologicamente mais alta

A GGT tem uma das maiores variações biológicas entre as enzimas de rotina: metodologia do laboratório, sexo, peso, uso de medicamentos e consumo de álcool alteram bastante o valor considerado normal. Use a faixa impressa no seu laudo, não um número fixo de memória.

Dentro da faixa de referência

Valor compatível com a faixa usada pela maioria dos laboratórios. A GGT é uma das enzimas com maior variação entre métodos e entre pessoas saudáveis, então o limite superior muda bastante de um laboratório para outro.

Elevação leve

Costuma aparecer em esteatose hepática, uso de álcool com frequência moderada, obesidade e uso de medicamentos que induzem a enzima.

Elevação moderada

Fica mais associada a consumo elevado de álcool, obstrução das vias biliares ou doença hepática mais avançada. Costuma motivar investigação com outros exames hepáticos e de imagem.

Elevação acentuada

Valores muito altos são mais comuns em obstrução biliar significativa, consumo pesado e prolongado de álcool ou doença hepática avançada.

Resultado alto e resultado baixo

Resultado alto

GGT alta tem uma lista de causas maior do que a maioria das pessoas imagina. Consumo de álcool é só uma delas, e nem sempre a principal. Peso, medicamentos de uso comum e alterações da vesícula e das vias biliares aparecem com frequência parecida ou maior.

  • Esteatose hepática associada a peso e síndrome metabólica
  • Consumo de álcool, mesmo moderado e regular
  • Obstrução das vias biliares, incluindo cálculo biliar
  • Medicamentos que induzem a enzima, como alguns anticonvulsivantes, antidepressivos e estatinas
  • Diabetes tipo 2 e resistência à insulina
  • Doenças da tireoide e do pâncreas

Resultado baixo

GGT baixa não é um achado que costuma preocupar. Ela apenas indica ausência de estímulo à enzima, sem significado clínico relevante na maioria dos casos.

  • Valor normal baixo, sem significado clínico
  • Ausência de fatores que costumam elevar a enzima, como álcool, medicamentos indutores ou gordura hepática

O que pode interferir no resultado

  • Consumo de álcool nos dias anteriores à coleta
  • Medicamentos que induzem a enzima, incluindo anticonvulsivantes, alguns antidepressivos e estatinas
  • Obesidade e resistência à insulina
  • Tabagismo
  • Hemólise da amostra durante a coleta ou o transporte

Quando procurar ajuda

Procure orientação médica sempre que a GGT estiver fora da faixa do laudo, principalmente se vier acompanhada de outras enzimas hepáticas alteradas, icterícia, coceira, urina escura ou dor no lado direito do abdômen. GGT alta isolada, sem outras alterações, costuma ser investigada com calma, levando em conta peso, medicamentos em uso e consumo de álcool.

Perguntas para levar à consulta

  1. A GGT alterada está relacionada ao fígado, à vesícula ou a algum medicamento que eu uso?
  2. Preciso fazer uma ultrassonografia do abdômen para avaliar fígado e vias biliares?
  3. Algum dos meus medicamentos costuma elevar a GGT?
  4. Vale reduzir o consumo de álcool antes de repetir o exame?
  5. Em quanto tempo devo repetir a GGT para acompanhar a evolução?

Perguntas frequentes

Gama-GT alta e eu não bebo, o que pode ser?

Não bebericar não descarta alteração. As causas mais comuns de GGT alta em quem não consome álcool são gordura no fígado, uso de medicamentos que induzem a enzima, obesidade, diabetes e alterações da vesícula ou das vias biliares. A investigação parte do contexto clínico completo.

GGT alta significa que estou com cirrose?

Não necessariamente. A GGT sobe em situações bem mais comuns e benignas, como esteatose hepática e uso de medicamentos. Cirrose costuma vir acompanhada de outras alterações, como redução de albumina e plaquetas, e é diagnosticada com o conjunto de exames, não pela GGT isolada.

Qual o valor normal de gama-GT?

Varia por laboratório e sexo, mas faixas comuns ficam entre 8 e 61 U/L em homens e entre 5 e 36 U/L em mulheres. É uma das enzimas com maior variação entre laboratórios, então vale usar sempre a referência impressa no seu laudo.

Parar de beber reduz a GGT?

Sim, costuma reduzir ao longo de semanas quando o consumo de álcool é a causa principal. A velocidade da queda varia de pessoa para pessoa e depende de quanto tempo e em que quantidade o álcool foi consumido antes.

GGT alta pode ser efeito de remédio?

Pode. Vários medicamentos de uso comum induzem essa enzima, incluindo alguns anticonvulsivantes, antidepressivos e estatinas. Se você usa alguma medicação contínua, vale mencionar ao médico que solicitou o exame.

Preciso estar em jejum para fazer gama-GT?

Não é necessário jejum específico. O mais importante é evitar álcool nos dias anteriores à coleta, porque isso altera o resultado de forma clara.

GGT baixa é motivo de preocupação?

Não. GGT baixa não tem significado clínico relevante e não costuma ser investigada.

Fontes e revisão

  1. ACG Clinical Guideline: Evaluation of Abnormal Liver Chemistries. American College of Gastroenterology (ACG) , 2017.
  2. AASLD Practice Guidance on the diagnosis and management of nonalcoholic fatty liver disease. American Association for the Study of Liver Diseases (AASLD) , 2018.
  3. Recomendações para coleta, transporte e interpretação de exames laboratoriais. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) , 2021.

Escrito por: Equipe editorial Entenda Meu Exame

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