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Banco de exames

São 42 exames organizados em 6 famílias. Cada página responde o que o exame mede, por que costuma ser pedido, o que os valores querem dizer e o que pode alterar o resultado.

Exames de sangue

O sangue carrega informação sobre quase todos os sistemas do corpo, e é por isso que a maioria dos pedidos de exame começa por aqui. Uma única coleta permite avaliar produção de células, reserva de ferro, açúcar circulante, gorduras, função do fígado e dos rins.

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Ferritina

A ferritina é a proteína que guarda ferro dentro das células. No sangue, ela funciona como um termômetro das suas reservas de ferro: valor baixo costuma indicar reserva reduzida, valor alto pode significar excesso de ferro ou inflamação.

Referência 30 a 300 ng/mL Exames de sangue

Hemograma completo

O hemograma completo analisa as três linhas de células do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas. É um dos exames mais pedidos na rotina médica e costuma ser o ponto de partida para investigar anemia, infecção e alterações da coagulação.

Referência 13,5 a 17,5 g/dL de hemoglobina Exames de sangue

Colesterol total

CT

O colesterol total é a soma do colesterol carregado por todas as lipoproteínas do sangue. Ele mostra o volume, não a distribuição: duas pessoas com o mesmo valor podem ter riscos bem diferentes, dependendo de quanto está no LDL e quanto está no HDL.

Referência abaixo de 190 mg/dL Exames de sangue

Ferro sérico

O ferro sérico mede a quantidade de ferro circulando no sangue no exato momento da coleta. É um valor que oscila bastante ao longo do dia, então costuma ser interpretado junto com a ferritina e a transferrina, nunca sozinho.

Referência 65 a 175 µg/dL Exames de sangue

HDL colesterol

HDL-c

O HDL é a lipoproteína que retira colesterol dos tecidos e o devolve ao fígado. Neste exame a direção se inverte: quem chama atenção é o valor baixo, abaixo de 40 mg/dL, e não o alto. Ele é lido como marcador de risco, não como alvo de tratamento.

Referência acima de 40 mg/dL Exames de sangue

Transferrina

A transferrina é a proteína que transporta o ferro pelo sangue. Sozinha, mostra a capacidade de transporte do organismo; dividida pelo ferro sérico, dá origem à saturação de transferrina, um dos exames mais úteis para diferenciar falta de ferro de sobrecarga.

Referência 200 a 360 mg/dL Exames de sangue

LDL colesterol

LDL-c

O LDL transporta colesterol para os tecidos e é a partícula que se acumula na parede das artérias. Ao contrário dos outros exames, ele não tem faixa normal universal: tem meta, e a meta muda conforme o risco cardiovascular de cada pessoa, de menos de 130 a menos de 50 mg/dL.

Referência meta abaixo de 130 mg/dL Exames de sangue

Triglicerídeos

TG

Os triglicerídeos são a principal forma de gordura circulante e de reserva do corpo. É o exame do perfil lipídico que mais muda com a última refeição, por isso o valor desejável é diferente com jejum, abaixo de 150 mg/dL, e sem jejum, abaixo de 175 mg/dL.

Referência abaixo de 150 mg/dL Exames de sangue

Glicemia de jejum

A glicemia de jejum mede a quantidade de glicose circulando no sangue depois de um período sem se alimentar. É o exame mais usado para rastrear e diagnosticar diabetes e pré-diabetes. Um valor isolado fora da faixa não fecha diagnóstico sozinho; a confirmação costuma depender de repetir o exame ou associar outros critérios.

Referência abaixo de 100 mg/dL Exames de sangue

Proteína C reativa

PCR

A proteína C reativa é produzida pelo fígado em resposta a inflamação e sobe em poucas horas. É um marcador inespecífico: mostra que existe inflamação, não onde nem por quê. A versão ultrassensível é o mesmo exame com sensibilidade maior, usada para estimar risco cardiovascular.

Referência abaixo de 1,0 mg/L Exames de sangue

TGO (AST)

TGO

A TGO, também chamada de AST, é uma enzima presente no fígado, nos músculos e no coração. Um valor alto não aponta uma causa única: pode vir do fígado, de um esforço físico recente ou de outro tecido lesionado, e por isso quase sempre é lido junto com a TGP.

Referência até cerca de 40 U/L Exames de sangue

Vitamina B12

A vitamina B12 participa da produção das hemácias e do funcionamento do sistema nervoso. Níveis baixos podem causar anemia e alterações neurológicas, às vezes antes de aparecerem no hemograma.

Referência 200 a 900 pg/mL Exames de sangue

Ácido fólico

O ácido fólico, ou folato, é necessário para a produção de hemácias e para a formação do sistema nervoso do feto na gestação. Níveis baixos aparecem na anemia macrocítica e, antes ou no início da gravidez, aumentam o risco de má-formação do tubo neural.

Referência 4 a 20 ng/mL Exames de sangue

Hemoglobina glicada

HbA1c

A hemoglobina glicada, ou HbA1c, mostra a média da glicose no sangue nos últimos dois a três meses. Diferente da glicemia de jejum, não exige jejum e reflete um período mais longo, o que a torna um dos exames centrais no diagnóstico e no acompanhamento do diabetes. Anemias e alterações da hemoglobina podem distorcer esse resultado.

Referência abaixo de 5,7% Exames de sangue

TGP (ALT)

TGP

A TGP, ou ALT, é a enzima hepática mais específica pedida em exames de rotina. Ela se eleva quando as células do fígado sofrem algum tipo de agressão, e o grau da elevação ajuda a diferenciar causas comuns, como esteatose, de quadros mais agudos, como hepatite viral.

Referência cerca de 29 a 41 U/L, conforme o laboratório Exames de sangue

VHS

VHS

O VHS mede a velocidade com que as hemácias sedimentam em uma hora, um reflexo indireto das proteínas inflamatórias do sangue. A referência não é única: sobe com a idade e é mais alta em mulheres, e a fórmula de Miller permite estimar o limite de cada pessoa.

Referência limite igual à idade dividida por 2 Exames de sangue

Gama-GT (GGT)

GGT

A gama-GT, ou GGT, é uma enzima ligada ao fígado e às vias biliares, sensível ao consumo de álcool mas também a gordura no fígado, obstrução biliar e uso de vários medicamentos comuns. É por isso que ela sobe até em quem não bebe.

Referência cerca de 8 a 61 U/L Exames de sangue

Insulina de jejum

A insulina de jejum mede a quantidade desse hormônio circulando no sangue depois de um período sem comer. É usada, junto com a glicemia, para calcular o HOMA-IR, um índice que estima resistência à insulina. A literatura não tem consenso fechado sobre os pontos de corte desse índice, e o resultado isolado da insulina tem valor limitado fora desse contexto.

Referência aproximadamente 2,6 a 24,9 µUI/mL Exames de sangue

Ácido úrico

O ácido úrico é o produto final da quebra das purinas, substâncias presentes nas próprias células do corpo e em alguns alimentos. Em excesso, pode se depositar em forma de cristais nas articulações e causar crises de gota, ou nos rins e formar cálculos. Um valor alto isolado, sem sintomas, nem sempre precisa de tratamento.

Referência 3,4 a 7,0 mg/dL Exames de sangue

Creatinina

A creatinina é um produto do metabolismo muscular filtrado pelos rins. O valor isolado diz menos do que parece: ele depende também da quantidade de massa muscular da pessoa, e por isso quase sempre é convertido na taxa de filtração glomerular estimada antes de virar conclusão sobre a função renal.

Referência cerca de 0,7 a 1,3 mg/dL Exames de sangue

Ureia

A ureia é o produto final da quebra de proteínas, eliminado pelos rins. Ela costuma ser pedida junto com a creatinina, porque as duas juntas dão pistas diferentes: a ureia reage mais rápido a desidratação, sangramento digestivo e dieta rica em proteína, enquanto a creatinina reflete melhor a função renal isolada.

Referência cerca de 15 a 45 mg/dL Exames de sangue

Vitamina D (25-hidroxivitamina D)

A vitamina D dosada no sangue é a 25-hidroxivitamina D, forma de depósito usada para avaliar as reservas do organismo. Não existe um único número aceito por todas as sociedades médicas como alvo ideal, e essa divergência muda o que conta como resultado satisfatório dependendo de quem emitiu a diretriz.

Referência acima de 20 ng/mL Exames de sangue

Hormônios

Hormônios funcionam como mensagens químicas: são produzidos em um lugar e agem em outro. Uma dosagem isolada mostra a concentração naquele instante, e vários hormônios variam ao longo do dia ou do ciclo menstrual.

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TSH

TSH

O TSH é o hormônio que a hipófise usa para comandar a tireoide. A leitura é invertida: valor alto costuma apontar tireoide pouco ativa, valor baixo aponta tireoide acelerada. É o exame de entrada na avaliação tireoidiana.

Referência cerca de 0,4 a 4,0 mUI/L Hormônios

T4 livre

T4L

O T4 livre é a parte do hormônio tireoidiano que circula solta no sangue e entra nas células. Enquanto o TSH mostra a ordem que a hipófise está dando, o T4 livre mostra o que a tireoide de fato entregou.

Referência cerca de 0,8 a 1,8 ng/dL Hormônios

T3

T3

O T3 é a forma mais ativa do hormônio tireoidiano, produzida em boa parte fora da tireoide, a partir do T4. É útil em situações específicas, principalmente no hipertireoidismo, e enganoso quando pedido sozinho.

Referência cerca de 80 a 200 ng/dL Hormônios

Cortisol sérico

O cortisol é o hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais que regula açúcar no sangue, pressão e resposta ao estresse. A concentração varia várias vezes ao longo do dia, então o resultado só faz sentido junto com o horário exato da coleta.

Referência cerca de 5 a 25 µg/dL Hormônios

Testosterona total

A testosterona total mede todo o hormônio que circula no sangue, ligado a proteínas ou livre. As faixas de homens e mulheres são separadas por uma ordem de grandeza, e o valor cai ao longo do dia, o que torna a coleta matinal parte do exame.

Referência cerca de 300 a 1000 ng/dL Hormônios

Prolactina

PRL

A prolactina é produzida pela hipófise e tem como função mais conhecida a produção de leite. Ela sobe com estresse, sono, medicamentos e agulhada, o que faz da elevação leve um achado comum e frequentemente sem doença por trás.

Referência cerca de 5 a 25 ng/mL Hormônios

Gastrointestinal

Investigar o intestino costuma envolver exames que a maioria das pessoas nunca ouviu falar antes de receber o pedido. Calprotectina, elastase, teste respiratório: nomes técnicos para perguntas bem concretas sobre inflamação, digestão e absorção.

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Calprotectina fecal

A calprotectina fecal é uma proteína liberada por células de defesa quando existe inflamação na parede do intestino. O valor sobe na doença inflamatória intestinal e permanece baixo na síndrome do intestino irritável, e é essa separação que faz o exame ser pedido.

Referência abaixo de 50 µg/g Gastrointestinal

Elastase pancreática fecal

FE-1

A elastase pancreática fecal mede uma enzima digestiva produzida pelo pâncreas e eliminada quase intacta nas fezes. Aqui a lógica é invertida em relação à maioria dos exames: o resultado alterado é o valor baixo, que aponta para insuficiência pancreática exócrina.

Referência acima de 200 µg/g Gastrointestinal

Pesquisa de sangue oculto nas fezes

FIT

A pesquisa de sangue oculto nas fezes detecta pequenas quantidades de sangue que não dá para ver a olho nu. O teste imunoquímico, chamado de FIT, reconhece só a hemoglobina humana e é o método usado hoje no rastreamento do câncer de intestino.

Laudo descritivo Gastrointestinal

Parasitológico de fezes

EPF

O parasitológico de fezes procura ovos, cistos e larvas de parasitas intestinais no microscópio. Como a eliminação desses elementos é irregular, o exame costuma ser pedido em três amostras colhidas em dias alternados.

Laudo descritivo Gastrointestinal

Teste respiratório de hidrogênio e metano

O teste respiratório mede hidrogênio e metano no ar que você expira depois de tomar uma solução de açúcar. Esses gases não são produzidos por células humanas: eles vêm da fermentação bacteriana, e o padrão da curva ajuda a investigar supercrescimento bacteriano e intolerâncias a carboidratos.

Referência aumento de 20 ppm ou mais sobre a linha de base em até 90 minutos Gastrointestinal

Urina

A urina é o resultado do trabalho de filtragem dos rins, e analisá-la revela tanto o funcionamento renal quanto sinais de infecção e de outras condições.

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Exames de imagem

Exames de imagem produzem um laudo descritivo, não um número com faixa de referência. Isso muda a forma de ler: o que importa é entender os termos que o radiologista usou e o peso de cada achado.

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Procedimentos

Procedimentos diagnósticos combinam visualização direta e, muitas vezes, coleta de material para análise. O preparo pesa mais aqui do que em qualquer outra categoria: um preparo incompleto costuma inutilizar o exame.

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